A cidade, banhada pelo sol poente, torna o Inverno acolhedor e basta um olhar mais atento para encontrar uma inspiração de granito para nos maravilhar. Olhamos à nossa volta e quase sentimos a mística de outros tempos que esta cidade esconde a cada esquina. Não é difícil perder a noção das horas enquanto se passeia pela Guarda. Sem muito esforço, encontramos o ex-libris que coroa a cidade: a Sé. Sonho de casamento de princesas, monumento e casa de comunhão.
A Sé da Guarda faz-nos olhar para o céu. Crentes ou não crentes, a sua imponência conquista qualquer um. Erguida no reinado de D. João I, no século XIV, a Sé é a prova de que a idade é um posto. Quem nunca ouviu dizer "é mais velho do que a Sé da Guarda!"? Podem-na apelidar de velha, mas a sua beleza e importância não podem ser negadas.
A Guarda é uma cidade a 3 dimensões, em que as subidas e descidas fazem parte de quem vai e vem. Mas são os sons, os aromas e a envolvência das montanhas que a rodeiam que lhe trazem a mística da Beira Alta.