Arte e Iconografia

Interpretação e análise estética do Caminho de Ferro.

O mundo dos comboios tem fascinado e sido fonte de inspiração para intelectuais e artistas, refletindo-se na literatura, no teatro, no cinema, na pintura, na escultura, na música. 
Essa variada expressão intelectual, e a iconografia profissional, constituem fontes para interpretar a época e a mentalidade de quem os criou, bem como o contexto da aplicação prática do seu uso.
Pintores de renome internacional que retrataram momentos e personalidades da vida nacional e do caminho de ferro, como Layraud e Carlos Reis, criadores que afirmaram a imagem da CP, como o escultor José Santa Bárbara, que esculpiram profissões do passado, como Branca Alarcão, e equipamentos que desde a origem garantiram a segurança dos comboios, como telefones, remetem para conceitos estéticos, fases históricas e de desenvolvimento técnico do caminho de ferro.

Inauguração da Ponte Maria Pia em 1877, óleo sobre tela, 198 cm X 90 cm

  • Autor: Joseph-Fortuné-Séraphin Layraud
  • Ano: 1878

Num período de grande circulação dos artistas europeus que permitiu “uma ampla internacionalização das tendências estéticas mais em voga”, o pintor viveu em Portugal entre 1873 e 1877, onde conheceu retratou a família real, estando representado no Palácio da Ajuda. 

Pintura.

Agulheiro, bronze, 57 cm X 20 cm

  • Autor: Branca de Alarcão
  • Ano: 1956

Discípula de Mestre Teixeira Lopes, os trabalhos da artista são considerados “documentos iconográficos minuciosos” no caso uma icónicas profissões ferroviárias essencial à segurança do sistema, que a evolução tecnológica fez desaparecer.

Agulheiro.

Inauguração do Caminho de Ferro de Leste – 28 de Outubro de 1856, bronze

  • Autor: Gerard F.
  • Ano: 1856

Medalha comemorativa da 1ª viagem de comboio em Portugal, entre Lisboa e o Carregado, com a presença do Rei D. Pedro V.

Medalha.

Telefone de mesa AC 110, 28 cm X 25 cm X 15 cm

  • Autor: L. M. Ericsson
  • Ano: 1892

Modelo de telefone com manivela, construído pela firma sueca L. M. Ericsson, usado no caminho de ferro até aos anos 70 do século XX.

Telefone.