Os Avieiros de Alves Redol

Depois uma viagem de comboio o barco pelo Tejo, na companhia de uma vegetação única”. Por Catarina Tagaio.

Depois da viagem de comboio, pouco mais de meia hora de caminho até Reguengo, aguardava-a o transfer para embarque numa viagem de barco pelo Tejo, na companhia de uma vegetação única, cavalos lusitanos da lezíria, garças brancas, corvos marinhos, galinholas, guarda-rios e águias pesqueiras.

À chegada à aldeia de Escaroupim, um copo de vinho da região e uma visita guiada com paragem no Núcleo Museológico Avieiro, seguida de um simpatico almoço oferecido pelo Restaurante Escaroupim. A ver pelas fotos, a nossa Catarina foi muito bem recebida!

E deixamos o registo fotográfico de um passeio de Cultura&Natureza para fazer com amigos ou com os seus filhos a quem dedicamos esta nota mais didática: 

“No início do século XX, a fome fez sair os pescadores da Praia da Vieira, no concelho da Marinha Grande, em busca do sustento que as condições do mar alteroso não lhes oferecia durante o Inverno. Subiram o rio Tejo e encontraram esta zona repleta de peixe. Primeiramente, vinham aqui apenas sazonalmente, permanecendo nos seus barcos. Mais tarde, fixaram-se nesta região com as suas famílias, tendo trocado definitivamente a pesca marítima pela fluvial. Os donos das terras da borda d’Água autorizaram-nos a estabelecer-se nas margens do Tejo, tendo estes começado a construir aqui as primeiras barracas de madeira em cima de estacas (palafitas), cobrindo-as com palhas de caniço. As estacas que já usavam nas dunas junto ao mar, serviam-lhes agora para impedir que as cheias do rio atingissem as suas casas. O escritor português Alves Redol fixou-se, durante alguns meses, nesta região, mais precisamente na Aldeia da Palhota, tendo aí recolhido elementos para o seu conhecido romance Avieiros” In o Leme - Rotas.

Conheça o nosso programa Rota dos Avieiros do Tejo.

Veja aqui as fotos que completam o roteiro.