MiraDouro, um charme de comboio

Até 30 de setembro, para os verdadeiros apreciadores de viagens de comboio.

Ganhar o dia numa viagem até ao Tua, deixar-se ir pelas carruagens antigas, seguir pela Linha do Douro, perder os olhos na paisagem que guia, na paisagem que Portugal encontra. Não seria justo guardar uma viagem assim, não é justo que a queiramos só para nós quando no MiraDouro cabem histórias sem fim, pessoas e mais pessoas, uma paisagem imensa do lado de lá da janela. É o Douro. Este pedaço de Portugal por onde as carruagens Schindler nos levam a viajar. 

Saímos do Porto. Em São Bento já nos esperava o MiraDouro. Confesso que a ansiedade era grande, a paisagem de tão familiar pede-me sempre uma visita e parece-me sempre renovada, como se lhe descobrisse um segredo novo sempre que a vejo. Depois de achado o lugar partimos. Alguns dos passageiros iam entrando nas estações seguintes. Muitos portugueses, alguns estrangeiros, crianças e jovens também. Porque para além de ser uma viagem que deve ser partilhada com todos, deve, também, ser vivida por todos. A boa disposição estava totalmente instalada, vivida entre conversas, risos, encontros felizes. Assim se seguiu pela linha. O MiraDouro a rasgar caminho, fiel ao Douro, dando-lhe a mão. 

Estava prometido um sol quente, um dia daqueles. Estava prometida uma paisagem de nunca mais esquecer, estava prometida a passagem por alguns dos apeadeiros mais bonitos de Portugal, estava prometida uma visita à Régua, ao Pinhão e ainda a tão esperada chegada ao Tua. No interior do comboio as famílias, os amigos, todos de olhos postos na janela, o vento a bater na cara, o sol sem vergonha, o som inconfundível das carruagens com história. Foi tal e qual o prometido. 

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