13-06-2022

Comunicado do Conselho de Administração da CP

No seguimento da notícia veiculada pela Agência Lusa, no passado dia 11 de junho, com o título “Revisores da CP em greve no domingo e sindicato antecipa forte impacto”, onde constam afirmações proferidas pelo dirigente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante que não são verdadeiras, a CP – Comboios de Portugal esclarece o seguinte:

1. Por determinação do Ministério das Finanças foi decidido que o aumento salarial de 0,9% aplicado à Função Pública em 2022 fosse estendido, em sede de negociação coletiva, às empresas do Setor Empresarial do Estado, onde a CP se inclui;

2. Para o efeito, a CP encetou um processo negocial com todos os sindicatos, tendo em vista a celebração de um novo Acordo de Empresa (AE), o qual foi assinado com esmagadora maioria dos sindicatos;

3. Na sequência do novo AE, que contém diversos benefícios para os trabalhadores em inúmeros domínios, o referido aumento salarial de 0,9% foi assumido e aplicar-se-á com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2022 a todos os trabalhadores dos sindicatos aderentes ao AE e a todos os trabalhadores não sindicalizados que a ele adiram individualmente;

4. A afirmação de que os trabalhadores da CP têm os ordenados congelados há mais de 10 anos não corresponde à verdade. Para além do aumento decorrente da negociação do AE de 2022, os trabalhadores da CP beneficiaram de aumentos salariais em 2018 e em 2020 com retroativos a 1 de janeiro de 2019;

5. É falso que o novo AE piore as atuais condições de trabalho;

6. Pelo contrário, o novo AE, para além de manter as condições existentes, acrescenta mais benefícios aos trabalhadores, nomeadamente:

  • Encurta a carreira dos revisores
  • Elimina dois índices na base da grelha salarial
  • Acresce um índice no topo da grelha salarial
  • Aumenta o abono de falhas
  • Aumenta o prémio de revisão
  • Aumenta o subsídio de refeição


7. A CP esclarece que os trabalhadores que laboram entre a meia-noite e as 6h30 da manhã fazem-no, em média, seis dias por mês. Em regra, a CP garante transporte de e para o local de trabalho. No entanto, independentemente do número de dias de escala e independentemente da CP fornecer transporte, a empresa paga mensalmente um abono para esse fim que corresponde a um valor superior a 100 euros;

8. Não é verdade que os concursos para a categoria profissional de Operadores de Revisão e Venda fiquem por preencher, tanto mais que a procura é muito superior ao número de vagas que a CP disponibiliza. Da mesma forma que é irreal afirmar que há trabalhadores desta carreira a pedirem rescisão da empresa pelos motivos apresentados;

9. A larga maioria das supressões de comboios que se registam devem-se, lamentavelmente, às sucessivas greves convocadas por algumas estruturas sindicais, apesar dos esforços constantes feitos pela empresa para melhorar as condições de trabalho de todos os trabalhadores. Essas, sim, causam supressões que prejudicam a saúde financeira da empresa e, acima de tudo, lesam os clientes da CP.

10. A CP reitera, por fim, que o novo AE de 2022 é globalmente mais favorável do que o anterior AE, lamentando que o SFRCI coloque os seus filiados numa situação que os prejudica, impedindo-os de beneficiarem das vantagens decorrentes deste novo AE que foi assinado pela esmagadora maioria dos sindicatos.