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Os Caminhos de Ferro
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 | Capítulo 1 - De 1852 a 1855 |  |
 | 30 de Agosto de 1852 – Criado o Ministério das Obras Públicas - Fontes Pereira de Melo é o primeiro titular Depois da dissolução da Companhia da Obras Públicas, fundada em 1844, é criado o Ministério das Obras Públicas Comércio e Indústria, constituído a partir do Ministério do Reino, dotado de um amplo domínio de actuação. António Maria Pereira Fontes de Mello é o primeiro a ocupar a pasta. 13 de Maio de 1853 – Contrato para a construção de linha até à fronteira É assinado o contrato entre o Governo e Hardy Hislop, Director e representante da Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal, para a construção de uma linha férrea de Lisboa à fronteira de Espanha, passando por Santarém, na bitola de 1,44 m. 24 de Julho de 1854 – Contrato para construção de linha entre Aldeia Galega e Vendas Novas É assinado um contrato entre o Governo e os Pares do Reino, Marquês de Ficalho e José Maria Eugénio de Almeida, em representação de uma sociedade, para a construção do caminho de ferro de Aldeia Galega (actual Montijo) a Vendas Novas, e outras linhas que com estas possam vir a entroncar. O contrato é alterado, sendo construída a linha férrea do Barreiro a Vendas Novas e do Pinhal Novo a Setúbal, na bitola de 1.44 m. 26 de Julho de 1855 – Projecto para construção de linha de Lisboa a Sintra Aprovado o projecto apresentado pelo conde Claranges Lucotte para a construção de um caminho de ferro de Lisboa a Sintra, cujo traçado se iniciava na zona do Aterro, em S. Paulo, corria ao longo da margem até Caxias, flectindo para o interior até Agualva–Cacém e terminando em Sintra. Foram feitos os primeiros aterros na zona de Belém-Pedrouços e construídas algumas obras de arte, nomeadamente a ponte de alvenaria à entrada da Cruz Quebrada e a primitiva muralha, para o traçado da Linha entre a Cruz Quebrada e Caxias.  15 de Dezembro de 1855 – Fontes Pereira de Melo rescinde empreitada com a Companhia Central Peninsular Acordo de Fontes Pereira de Melo com a Shaw & Waring Brothers, pelo qual é rescindido o contrato da empreitada com a Companhia Central Peninsular CFP.
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 | Capítulo 2 - De 1857 a 1861 |  |
 |  1857 – Dissolução da Companhia Central Peninsular Dissolução da Companhia Central Peninsular dos Caminhos-de-Ferro de Portugal, responsável pela construção dos primeiros quilómetros de linha-férrea em Portugal. Os trabalhos de construção do Caminho de Ferro de Lisboa à fronteira tinham sido suspensos em 5 de Setembro de 1855, devido a alegada falta de pagamento por parte da Companhia aos empreiteiros Waring Brohers & Shaw. O governo fica responsável pela continuação dos trabalhos. 1858 – Início do serviço de mercadorias Início do transporte de mercadorias em Pequena Velocidade, já que até então era um meio de transporte só para passageiros. 1859 - Contrato para a construção da Linha do Leste Assinatura do contrato entre o Governo português e D. José de Salamanca (na foto) para a continuação da construção e exploração do Caminho-de-Ferro do Leste e Norte. José de Salamanca e Mayol, fundador da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, nasceu em Málaga em 1811 e faleceu em Madrid em 1883. |  | Marquês de Salamanca, Conde de Llano e Grande de Espanha, ministro, advogado, banqueiro, industrial e homem de negócios internacionais, foi também responsável pela construção de caminhos de ferro em Espanha.  1860 – Constituição da Companhia Real É publicado o decreto que declara a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses formalmente constituída, após a realização de 40 por cento do seu capital. Pode considerar-se como a 1ª antepassada da CP. 1861–Inaugurados troços entre o Barreiro/Vendas Novas e Pinhal Novo/Setúbal | Inauguração da Linha do Sul entre o Barreiro e Vendas Novas e Pinhal Novo a Setúbal. Construída pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo (mais conhecida por Companhia dos Brasileiros, já que alguns dos seus principais accionistas eram antigos emigrantes do Brasil), cuja posição foi tomada pelo Estado. |  | |  |
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 | Capítulo 3 - De 1862 a 1867 |  |
 | 1862 – Aprovada a construção da estação de Santa Apolónia Aprovado o projecto da futura Estação de Santa Apolónia, dos Caminhos de Ferro do Norte e Leste, na área entre a Praia dos Algarves e a rua direita do Cais dos Soldados. 1863 – Conclusão da Linha do Leste Conclusão da Linha do Leste: o comboio chega à fronteira (Badajoz), aguardando a ligação a Madrid, por Ciudad –Real. Chegada do primeiro comboio a Gaia, se bem que a ligação Lisboa-Porto só aconteça no ano seguinte por conclusão de um troço intermédio da linha. | 1864 – Estudo de outras linhas Sousa Brandão estuda a ligação ferroviária entre Porto e Braga - foi coadjuvado por Pedro Inácio Lopes (na foto), futuro Director da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. |  |  1864 – Acções da Companhia Real cotadas na Bolsa de Paris As acções da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses passam a ser cotadas na Bolsa de Paris, Sede do Comité de Paris, Órgão da Administração da Companhia Real.  1865 – Inauguração da Estação de Santa Apolónia (Cais dos Soldados) Inauguração da Estação de Lisboa Santa Apolónia com apenas o 1º. andar. Foi construída por Oppermann proprietário dos Annales de la Construction. 1866 – Primeira Caixa de Providência dos Ferroviários A primeira Caixa de Previdência dos Ferroviários - Caixa de Socorros, foi criada pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. O capital era constituído pelo produto das multas ao pessoal, e a venda de passes aos trabalhadores da empresa. Mais tarde, Caixa de Socorros e Reformas, é financiada por quotizações, concedendo pensões de invalidez e sobrevivência e capitalizando para o futuro pagamento de pensões de reformas. 1867 – Linhas do Minho e Douro O Governo autoriza a construção das Linhas do Minho e Douro por conta do Estado. |  |
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 | Capítulo 4 - De 1868 a 1873 |  |
 |  1868 - Regulamento de Polícia e Exploração de Caminhos de ferro É aprovado o Regulamento de Polícia e Exploração de Caminhos-de-ferro. 1869 - Os caminhos de ferro ao Sul do Tejo passam para a posse do Estado O Governo toma posse dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, após rescisão do contrato com a Companhia do Sueste, concessionária da construção da Linha de Vendas Novas a Évora e Beja e que igualmente tinha adquirido a Linha Barreiro Vendas Novas e Pinhal Novo a Setúbal. 1870 - Organização da estatística ferroviária Portaria mandando organizar os serviços de estatística do movimento dos Caminhos de Ferro Portugueses. A moderna estatística surge no Ministério das Obras Públicas Comércio e Indústria, tornando-se um instrumento de gestão e controlo das sociedades anónimas. 1871 - Livros de Reclamação Estabelece-se a existência de livros de reclamação nas estações do caminho de ferro Leste e Norte.  1872 - Engenharia Portuguesa O Eng. Pedro Inácio Lopes é nomeado responsável pelos estudos do traçado da 5ª secção da linha do Norte – atravessamento do Douro - para a conclusão da Linha do Norte e ligação com a rede do Minho e Douro. O Eng. Manuel Afonso de Espregueira (foto da sua assinatura), foi o primeiro português nomeado Director Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.  1873 - Caminho de Ferro Larmanjat Inauguração d' “O Larmanjat entre Lisboa e Sintra” – um caminho de ferro monocarril, sendo a via constituída pelo carril central, ladeado por duas passadeiras de madeira, estando todo o conjunto pregado a travessas por cavilhas de ferro. As locomotivas e as carruagens tinham rodas centrais, as quais rodavam pelo carril, e rodas laterais que rodavam pelas passadeiras. Esta foi uma experiência que veio a fracassar trinta anos após o seu arranque. |  |
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 | Capítulo 6 - De 1880 a 1885 |  |
 |  1880-Inauguração do Ramal de Cáceres Abertura à exploração pública do Ramal de Cáceres, possibilitando a exportação pelo porto de Lisboa dos fosfatos da região de Cáceres.  1881 - Inauguração da Linha de Valência de Alcântara a Madrid Abertura à exploração pública da Linha de Valência de Alcântara a Madrid. A ligação das duas capitais fazia-se desde 1866, através de Elvas – Badajoz. | 1882 – Inauguração oficial da Linha da Beira Alta A concessão da Linha da Beira Alta foi atribuída à Société Financiére de Paris, pelo contrato de 3.08.1878 (Pampilhosa à Fronteira e Ramal de Coimbra). Esta fundou uma sociedade anónima, a Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses da Beira Alta, cujos Estatutos foram aprovados pelo alvará de 08.01.1879. Em 03.09.1879 foi aprovado o novo contrato com a Companhia da Beira Alta, para construção e exploração do CF de Pampilhosa à Figueira da Foz. |  | Contrato entre o Governo e o “Sindicato Portuense” para a construção da linha-férrea de Salamanca a Barca d’Alva e Salamanca a Vilar Formoso.  1883 - Caminho de Ferro da Beira Baixa É adjudicada à Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construção e exploração da Linha da Beira Baixa e Linha do Oeste. São aprovados os Estatutos da Caixa de Socorros dos Caminhos-de-ferro do Sul e Sueste. 1884 - Continuação da construção da rede ao sul do Tejo Decreto determinando que se proceda por conta do Estado à conclusão e exploração de toda a rede ferroviária do Caminho de ferro do Sul e Sueste. 1885 - Ramal de Coimbra Abertura à exploração pública do Ramal de Coimbra ( Coimbra B e Coimbra A – cidade). |  |
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 | Capítulo 7 - De 1886 a 1891 |  |
 |  1886 - 2ª. Ligação Internacional – Valença-Tuy Abertura à exploração pública do Ramal internacional entre Valença e a fronteira. A ligação internacional por Valença foi possível graças à construção da ponte sobre o rio Minho (na foto), projecto do arquitecto espanhol Pelaio Mancebo.  1887 - Inauguração SUD Express Lisboa/Paris Inauguração do “Sud- Express”, comboio de luxo, com carruagens cama e restaurante, primeira ligação rápida entre Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Julho de 1895, o “Sud-Express” passa a circular na Linha da Beira Alta. e em 1900, altera o percurso passando a circular por Salamanca, concluindo-se a ligação Salamanca – Portugal. Na foto pode ver-se uma composição do Sud Express com tracção diesel na linha da Beira Alta. Túnel do Rossio - Início da construção. A construção do túnel foi feita de empreitada por Duparchy & Bartissol; a fiscalização por parte da Companhia Real foi feita pelos engenheiros Xavier Cordeiro, Vasconcelos Porto e B. Chabriau.  1888 - Linha do Oeste – Lisboa - Figueira da Foz Conclusão com a abertura à exploração pública do troço entre Leiria e Figueira da Foz, (gravura da estação da Figueira da Foz). A construção foi atribuída a Henry Burnay & Cª mas, por contrato de 9 de Maio de 1883 foi trespassada para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses que iniciou a sua exploração em 1887.  1889 - Inauguração do "Ramal" de Cascais Abertura à exploração pública do troço entre Pedrouços e Cascais – início da exploração do Ramal de Cascais. Iniciado a partir de Pedrouços aguardando pelas obras da 1ª secção do porto de Lisboa, deveria alcançar a estação de Santa Apolónia e aí fazer a ligação com as Linhas do Norte e Leste, projecto que acabou por nunca ser concretizado.  1890 - Inauguração da Estação do Rossio Inauguração da Estação do Rossio, projecto do Arq. José Luís Monteiro inserido na corrente artística do “neomanuelino”. A construção foi da responsabilidade dos empreiteiros Duparchy & Bartissol. O conjunto da Estação circunscreve-se ao edifício de passageiros, túnel, cobertura metálica, plataformas desniveladas com a ligação ao Largo do Carmo para a praceta 1º Dezembro. 1891 - Inauguração da Linha da Beira Baixa Inauguração oficial da Linha da Beira Baixa, entre Abrantes e Covilhã, com a presença de D. Carlos e restante família real, acompanhados pelos administradores, o Director Geral, pessoal superior da Companhia Real dos Caminhos-de-ferro Portugueses e representantes da imprensa. |  |
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 | Capítulo 9 - De 1898 a 1903 |  |
 |  1898 - Plano de Caminhos de Ferro para o centro e sul Nomeação de comissões técnicas para estudarem e apresentarem um plano de viação acelerada para os Caminhos de Ferro para o norte do Mondego e o sul do Tejo.  1899 - Ramal de Portimão Inauguração do troço entre Tunes e Algoz – o ramal ficará concluído em 1922 – com a chegada do comboio a Lagos. Criação dos Caminhos de Ferro do Estado (Linhas do Minho e Douro e Sul e Sueste), com um Conselho de Administração em Lisboa.  1900 - Novos sinais na Companhia Real Introdução do sinal de cauda – disco vermelho colocado na face posterior do último veículo que indica se o comboio vai completo, para aumentar a segurança. É aprovado o Plano Geral das vias-férreas a construir a Norte do Mondego. 1901 - Normalização do material circulante Nomeação de uma Comissão para promover a uniformização de todo o material circulante das linhas férreas portuguesas para proporcionar a unificação das tarifas em todas as companhias ferroviárias. Regulamento Geral da Caixa de Aposentações e Socorros dos CF do Estado – publicação.  1902 - Escola para filhos e empregados dos CF do Sul e Sueste Criação da Escola Maria Amélia, na estação de Casa Branca, na Linha do Sul, para filhos e empregados dos CF do Sul e Sueste. Decreto aprovando o Plano Geral da rede ferroviária ao Sul do Tejo.  1903 - Linha da Régua à fronteira Decreto para a construção, por conta do Estado, da linha-férrea Régua-Barca d’Alva à fronteira.
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 | Capítulo 10 - De 1904 a 1909 |  |
 |  1904 - Ligação ferroviária directa do Norte com o Sul Abertura à exploração pública da Linha de Setil - Vendas Novas, o que permitiu a ligação directa da rede do Norte com a do Sul. 1905 - Linhas do Alentejo Conclusão da Linha de Évora – o comboio chega a Vila Viçosa. Conclusão da Linha do Sueste – o comboio chega a Mora.  1906 - Cinquentenário da inauguração do Caminho de Ferro Comemoração do cinquentenário da Inauguração do Caminho de Ferro em Portugal. Linha do Sul - conclusão – o comboio chega a Vila Real de Santo António. Inauguração do Ramal de Lousã – Coimbra – Lousã. Inauguração da Linha do Corgo, entre a Régua e Vila Real. 1907 - A Linha do Vale do Vouga Linha do Vale do Vouga – início da construção pela “Compagnie Française pour la Construction et Explotation de Chemins de Fer à l’Étranger”.  1908 - Linha de Cascais A Companhia Real dos CFP arrenda a Linha de Cascais à Sociedade Estoril, com a condição de que o sistema de tracção passe a ser o eléctrico. Ramal do Montijo.- abertura à exploração pública. Linha do Vale do Vouga – entre Espinho e Oliveira de Azeméis foi inaugurada com a presença do Rei D. Manuel II.  1909 - Ramal de Montemor Ramal de Montemor - Abertura à exploração pública. Abertura da Linha do Tâmega, entre Livração e Amarante. União ferroviária - é fundada no Porto. Abre uma “agência” no Barreiro, para os ferroviários da rede do Sul e Sueste. Em 1910 abre outra em Lisboa para os ferroviários da Companhia Real dos CF Portugueses. |  |
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 | Capítulo 11 - De 1910 a 1915 |  |
 |  1910 - Modernização da Sinalética Modernização da sinalética na estação do Rossio, para partidas e chegadas dos comboios de longo curso e suburbanos, facilitando o trabalho dos empregados da estação e a informação aos passageiros. Consistia na colocação de indicador com a origem/destino dos comboios nas paredes e um mostrador de relógio com a hora de chegada ou partida. Fausto Cardozo Figueiredo e Sidónio B. C. da Silva Pais são nomeados membros do Conselho de Administração da Companhia.  1911 - Ramal de Aveiro Abertura à exploração pública do Ramal que, partindo da estação de Aveiro, em Sernada, ligava à Linha do Vale do Vouga (Espinho-Viseu). 1912 - Sindicalismo Fundação do Sindicato do Pessoal dos CF Portugueses, com sede em Lisboa. Resultou da fusão da Associação dos Empregados dos CF Portugueses e da Associação do Pessoal dos CF Portugueses. Conhecido por Sindicato Ferroviário ou Sindicato da CP por representar os ferroviários.  1913 - Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa - Inauguração Construída pela Companhia Auxiliar de Construções Ferroviárias – em via métrica, utilizando o leito da estrada, cruzava a Linha do Douro em Novelas/Penafiel. 1914 - Greve dos Ferroviários Paralisação dos ferroviários da Companhia dos CF Portugueses provocada pela publicação do novo Regulamento de Caixa de Reformas e Pensões.  1915 – Administração Ferreira de Mesquita, na foto, é nomeado Director Geral da Companhia dos CF Portugueses, cargo que ocupa até 1933. Monção, como terminus da Linha do Minho, passou a ser servida por comboio. |  |
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 | Capítulo 12 - De 1916 a 1921 |  |
 |  1916 - Estação de Porto S. Bento Inaugurada pela Direcção dos Caminhos de Ferro do Minho e Douro. Projecto de José Marques da Silva e decoração azulejar de Jorge Colaço. 1917 - Invenções ferroviárias Experiências de novas chaminés para as locomotiva - inventos dos Engenheiros Ventura da Silva e Ernesto Rocha, dos caminhos-de-ferro do Sul e Sueste, no Barreiro - fundamentais para evitar os incêndios provocados pelo consumo de lenha devido à escassez do carvão durante a I Guerra Mundial. Redução da circulação de comboios nas Linhas da CP, Sul e Sueste e Beira Alta devido à escassez de carvão.  1918 - Administrador Delegado da CP em Lisboa Rui Ennes Ulrich, nomeado pelo Comité de Paris administrador-delegado da CP. Em 1933 passou a presidente honorário do Conselho de Administração.  1919 - “Vagão–fantasma” Na sequência das greves dos ferroviários e sabotagem aos comboios como medida reivindicativa, o Governo determina a utilização do “vagão–fantasma”, um vagão aberto cheio de grevistas presos, utilizado à frente da locomotiva, para impedir a sabotagem da via férrea. 1920 - Administração O tenente-coronel Raul Esteves, comandante do Batalhão de Sapadores dos CF que liderou durante a sua participação na 1ª Grande Guerra Mundial e responsável pela introdução do vagão-fantasma, passa a fazer parte do Conselho de Administração dos CF do Sul.  1921 - Oficinas A Administração Geral dos CF Estado é autorizada a contratar a empresa William Beardmore & Cª Ltd. para o fornecimento dos materiais de construção para as novas Oficinas Gerais do Barreiro.
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 | Capítulo 14 - De 1928 a 1933 |  |
 |  1928 - Estação do Cais do Sodré – inauguração A nova estação – projecto de Pardal Monteiro deu uma nova imagem à estação terminus de uma região turística. Conclusão da modernização. Os seus estuques, mosaicos, a grande superfície de iluminação em ferro e vidro, frisos de pinturas geométricas coloridas e os azulejos especialmente desenhados para o revestimento das paredes interiores formam um importante legado nas artes decorativas nacionais.  1929 - Serviços Sanitários das Empresas Ferroviárias Aprovação do Regulamento dos Serviços Sanitários das Empresas Ferroviárias que incluíam os Serviços de Assistência Clínica, de Pronto-socorro e Acidentes no Trabalho, de Higiene, Profilaxia e Desinfecção e, de Estatística Demográfica Sanitária. Troço entre Castro Verde - Almodôvar e Aljustrel, no Ramal de Aljustrel - Abertura à exploração pública. 1930 - Plano Geral da Rede Ferroviária Aprovação do Plano Geral da Rede Ferroviária. Assinatura do contrato de trespasse para a CP da exploração da Linha da Beira Alta.  1931 - Travessia do Tejo – aquisição de material O Conselho de Administração da CP, aprova contrato com a empresa Fried Krupf A. G. Germaniawert, para aquisição do barco a vapor "Évora", para a travessia Lisboa - Barreiro. Concorrência da camionagem - autorizada a construção de um apeadeiro provisório em Palhais - Setúbal, para combater esta concorrência.  1932 - Linha do Tâmega - Conclusão Troço entre Chapa e Celorico de Basto - Abertura à exploração pública. Alteração de Estatutos - a designação social da CP passa a «Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses - Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada».  1933 - Automotoras Constituição de uma Comissão de Engenheiros para estudar no estrangeiro, a utilização de automotoras nas linhas da Companhia. Novas Oficinas Gerais do CF do Sul e Sueste no Barreiro - Início dos trabalhos de construção. O Eng. António de Almeida Vasconcelos Correia é nomeado Presidente do Conselho de Administração da CP, (foto em cima). |  |
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 | Capítulo 15 - De 1934 a 1939 |  |
 | 1934 - Ateneu Ferroviário Fundação do Ateneu Ferroviário - associação cultural ligada à CP, para formação e desenvolvimento da instrução geral, profissional, artística e cultural. 1935 - Sindicatos Inaugurado no Barreiro, o Sindicato Nacional dos Ferroviários do Sul de Portugal. Inauguração do Sindicato Nacional dos Ferroviários Portugueses.  1936 - Linha de Sines - Conclusão Abertura à exploração pública de troço entre Santiago de Cacém e Sines. Suspensão do “Sud-Express” devido à guerra civil espanhola.  1937 - Linha de Portalegre Abertura à exploração pública do troço entre Sousel e Cabeço de Vide. Concessões ao pessoal operário ao serviço da Companhia: 12 dias de licença com vencimento/ano; Assistência médica; Assistência médica para suas esposas, filhas solteiras e filhos menores.  1938 - Linhas da Póvoa/Guimarães Abertura à exploração pública do troço entre Bifurcação da Boavista e Porto-Trindade Linha do Sabor – Conclusão O comboio chega a Duas Igrejas-Miranda (Linha do Douro)  1939 - Sud-Express Restabelecido o serviço "Sud-Express". |  |
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 | Capítulo 20 - De 1964 a 1969 |  |
 | 1964 - Electrificação Inauguração da electrificação no troço Coimbra - Pampilhosa. 1965 - Santa Apolónia – centenário A estação de Santa Apolónia comemora o centenário da sua inauguração. 1966 - Reorganização da CP São criadas regiões na estrutura da Empresa: a região Norte, com sede em Porto-Campanhã; a Região Centro, com sede em Lisboa; e a Região Sul, com sede no Barreiro.  1967 - Serviço Internacional Inaugurado o comboio Lisboa – Expresso ( TER) entre Lisboa e Madrid.  1968 - Plano de Modernização Assinatura do contrato entre o Ministério das Comunicações e a Sofrerail para a apresentação de um plano de modernização dos C.F. Portugueses. Contrato para a Renovação Integral da Via.  1969 - Ramal do Seixal Desclassificação do ramal do Seixal. Fim do vapor na tracção da via larga entre Douro e Tejo. |  |
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 | Capítulo 22 - De 1976 a 1981 |  |
 |  1976 - Linha de Cascais Fim do contrato de arrendamento e exploração da Linha de Cascais, pela Sociedade Estoril 1977 - Novos estatutos São aprovados os novos Estatutos da Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses, SARL que passa a denominar-se Caminhos-de-ferro Portugueses, EP. É lançado o sistema de classe única para as linhas de Cascais, Sintra, Barreiro – Praias Sado. Adesão ao sistema de “passe Social” nas linhas suburbanas e na via fluvial na área da Grande Lisboa. 1978 - “Cidade – Invicta” e “Sete – Colinas” Duas novas circulações rápidas para a Linha do Norte – “Cidade Invicta” e “Sete Colinas” que permitiram o percurso em 3.30h.  1979 - Contabilidade Analítica Desenvolvimento dos trabalhos do “Grupo de Contabilidade Analítica” cuja função se vem a implementar no inicio do ano seguinte. 1980 - Situação da Companhia Os Ministros das Finanças e dos Transportes nomeiam um grupo de Trabalho para a avaliação da situação económica da CP.  1981 - Oficinas Remodelação das oficinas de vagões e da antiga oficina de vapor no Entroncamento. |  |
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 | Capítulo 23 - De 1982 a 1993 |  |
 | 1982 – Paralisações Greves no sector dos transportes 1983 - Saneamento Económico Decreto-lei nº 63/83, aprova as medidas necessárias ao saneamento económico-financeiro da CP. Electrificação do troço Coimbra B e Coimbra Cidade. 1984 - Travessia Ferroviária na ponte 25 de Abril Despacho nº 112 – determina a constituição de uma comissão, integrando um representante da CP, encarregado de elaborar um estudo sobre a possibilidade de utilização do tabuleiro inferior da Ponte 25 de Abril.  1985 - Contrato – Programa Assinatura do Contrato – Programa entre o Estado e a CP.  1986 – Sinalização Contrato entre a CP, a Sistel, e a Authom para o estabelecimento de um sistema de comunicação rádio solo nos comboios da linha de Sintra. Lançamento do projecto Convel, controlo automático de velocidade, a adoptar nas linhas portuguesas.  1987 - Inauguração do Serviço Alfa A CP passa a integrar a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP). Inicio do serviço Alfa entre Lisboa e o Porto com as novas carruagens Corail. 1988 - Plano de Modernização dos CF O Governo aprova o Plano de Modernização dos Caminhos-de-ferro (1988-94). Inicio do serviço Intercidades. Suspensos os serviços ferroviários na Linha do Sabor, na Linha do Vouga entre Santa Comba Dão e Viseu e no troço da Linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva. 1989 - Encerramento de Linhas Suspenso o tráfego na Linha do Sabor, Linha do Dão e troço Guimarães – Fafe, Ramal do Montijo, Ramal de Montemor e troço Pocinho – Barca de Alva na Linha do Douro.  1990 - Aquisição de Material Circulante Assinatura do contrato de aquisição de 42 UQE (Unidades Quádruplas Eléctricas) destinadas ao serviço suburbano da Linha de Sintra. Desactivação da Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe. Conclusão da renovação integral da via na Linha do Oeste. Início do serviço Intercidades entre Barreiro-Beja/Évora.  1991 - Ponte S. João – inauguração É inaugurada a nova travessia do Douro (Ponte S. João, projecto do Prof. Edgar Cardoso). Criação da empresa TEX – Transporte de Volumes Expresso, Ld.ª . O Governo aprova o Plano de Modernização da Linha do Norte. Início do serviço “Inter-Regional” no Algarve, ligando Vila Real de Santo António a Lagos. 1992 - EMEF Inicio do serviço de fim-de-semana Algarve/Porto/Algarve, denominado “Comboio Azul” Abertura á exploração pública do novo apeadeiro “Lisboa – 5 de Outubro”. Entrada ao serviço das PN’s automáticas a energia solar, no Alentejo. Inauguração do ramal de acesso às minas de Neves Corvo. Criação da EMEF e da FERNAVE. 1993 - Transibérico – inauguração Inicio da exploração do Transibérico – ligação de mercadorias entre Leixões/Lisboa/Barcelona. Entrada ao serviço do Sistema de Controlo Automático de Velocidade de Comboios.Linha de Sintra – sinalização, bem como o CONVEL, nas Linhas de Sintra e de Cintura. A exploração fluvial no Tejo passou para a empresa Soflusa, do universo empresarial da CP. Abertura à exploração pública do Ramal do Louriçal, na Linha do Oeste. Abertura à exploração da interface CP/Metropolitano de Lisboa em Entrecampos. |  |
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 | Capítulo 24 - De 1994 a 2006 |  |
 | 1994 – EMEF Transferência para a EMEF das Divisões de Manutenção da CP.  1995 - Lusitânia Comboio Hotel Início da exploração do Lusitânia Comboio Hotel, com a ligação Madrid a Lisboa, em substituição dos comboios Talgo e Lusitânia Expresso. Inauguração da tracção eléctrica no Ramal do Pego. Abertura à exploração pública do terminal rodo-ferro-fluvial do Barreiro. Abertura à exploração pública da via dupla entre Ermesinde e Valongo – início da duplicação da linha do Douro. 1996 - Modernização da Linha da Beira Alta Entrada ao serviço dos Sistemas de Sinalização Automática e de Telecomunicações entre Pampilhosa e Vilar Formoso. O “Comboio azul” viu o seu serviço complementado com o transporte de automóveis. 1997 – REFER Decreto lei n.º104/97 institui a criação da Empresa Responsável pelas gestão das infra-estruturas ferroviárias – Rede Ferroviária Nacional - REFER, EP.  1998 - INTF Inauguração da Gare Intermodal de Lisboa –GIL (Estação do Oriente). É criado o Instituto Nacional de Transporte Ferroviário – INTF (Dec. Lei nº 299-B), com funções de Regulação, Supervisão e Desenvolvimento do sector ferroviário. Electrificação do Ramal de Leixões.  1999 - Alfa – Pendular Viagem inaugural entre Porto e Lisboa do comboio Alfa-Pendular. Inauguração da travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, entre a estação do Oriente e o Fogueteiro, sendo a empresa concessionária a Fertagus. Entrada ao serviço no suburbano de Azambuja as UQE’s, material circulante de dois pisos.  2000 – UQEs As Linha de Sintra e Azambuja passam a estar ligadas por comboios “Doubledeck” – Unidades Quádruplas Eléctricas – 3500. 2001 – Vila Franca Xira/Alcântara Terra ligadas por Doubledeck Inicio da ligação entre Vila Franca de Xira e Alcântara Terra, com comboios de dois pisos. 2002 - Intercidades Inicio do serviço Intercidades Lisboa – Leiria. Encerramento da Linha da Póvoa de Varzim. Inauguração da nova estação da Guarda. Entrada em funcionamento da estação Roma/Arieiro. 2003 - Ligação Lisboa – Faro Inauguração do serviço directo de Faro para Lisboa – Oriente.  2004 - Modernização da rede ferroviária Reabertura da Linha de Guimarães após obras de modernização e electrificação. Inauguração do novo serviço Braga – Porto após obras de modernização e electrificação. Inicio do serviço Alfa Pendular entre Braga e Faro, o designado “ Eixo Atlântico”. Encerramento do Túnel do Rossio, para obras de conservação. 2005 - Linha da Beira Baixa - electrificação Inauguração das obras de electrificação da linha da Beira Baixa (Mouriscas e Castelo Branco). É encerrada a Bombardier (antiga Sorefame) na Amadora. 2006 - Comemoração dos 150 anos do CF O Caminho-de-ferro comemora um conjunto de iniciativas os seus 150 anos.
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