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Os Caminhos de Ferro

150 Anos de História
  • Capítulo 1 - De 1852 a 1855
  • 1856 - Inauguração oficial do Caminho-de-Ferro
  • Capítulo 2 - De 1857 a 1861
  • Capítulo 3 - De 1862 a 1867
  • Capítulo 4 - De 1868 a 1873
  • Capítulo 5 - De 1874 a 1879
  • Capítulo 6 - De 1880 a 1885
  • Capítulo 7 - De 1886 a 1891
  • Capítulo 8 - De 1892 a 1897
  • Capítulo 9 - De 1898 a 1903
  • Capítulo 10 - De 1904 a 1909
  • Capítulo 11 - De 1910 a 1915
  • Capítulo 12 - De 1916 a 1921
  • Capítulo 13 - De 1922 a 1927
  • Capítulo 14 - De 1928 a 1933
  • Capítulo 15 - De 1934 a 1939
  • Capítulo 16 - De 1940 a 1945
  • Capítulo 17 - De 1946 a 1951
  • Capítulo 18 - De 1952 a 1957
  • Capítulo 19 - De 1958 a 1963
  • Capítulo 20 - De 1964 a 1969
  • Capítulo 21 - De 1970 a 1975
  • Capítulo 22 - De 1976 a 1981
  • Capítulo 23 - De 1982 a 1993
  • Capítulo 24 - De 1994 a 2006

  • Capítulo 1 - De 1852 a 1855

    30 de Agosto de 1852 – Criado o Ministério das Obras Públicas - Fontes Pereira de Melo é o primeiro titular

    Depois da dissolução da Companhia da Obras Públicas, fundada em 1844, é criado o Ministério das Obras Públicas Comércio e Indústria, constituído a partir do Ministério do Reino, dotado de um amplo domínio de actuação. António Maria Pereira Fontes de Mello é o primeiro a ocupar a pasta.

    13 de Maio de 1853 – Contrato para a construção de linha até à fronteira

    É assinado o contrato entre o Governo e Hardy Hislop, Director e representante da Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal, para a construção de uma linha férrea de Lisboa à fronteira de Espanha, passando por Santarém, na bitola de 1,44 m.

    24 de Julho de 1854 – Contrato para construção de linha entre Aldeia Galega e Vendas Novas

    É assinado um contrato entre o Governo e os Pares do Reino, Marquês de Ficalho e José Maria Eugénio de Almeida, em representação de uma sociedade, para a construção do caminho de ferro de Aldeia Galega (actual Montijo) a Vendas Novas, e outras linhas que com estas possam vir a entroncar.

    O contrato é alterado, sendo construída a linha férrea do Barreiro a Vendas Novas e do Pinhal Novo a Setúbal, na bitola de 1.44 m.

    26 de Julho de 1855 – Projecto para construção de linha de Lisboa a Sintra 
       
    Aprovado o projecto apresentado pelo conde Claranges Lucotte para a construção de um caminho de ferro de Lisboa a Sintra, cujo traçado se iniciava na zona do Aterro, em S. Paulo, corria ao longo da margem até Caxias, flectindo para o interior até Agualva–Cacém e terminando em Sintra.

    Foram feitos os primeiros aterros na zona de Belém-Pedrouços e construídas algumas obras de arte, nomeadamente a ponte de alvenaria à entrada da Cruz Quebrada e a primitiva muralha, para o traçado da Linha entre a Cruz Quebrada e Caxias.

    Fontes Pereira de Melo

    15 de Dezembro de 1855 – Fontes Pereira de Melo rescinde empreitada com a Companhia Central Peninsular 
       
    Acordo de Fontes Pereira de Melo com a Shaw & Waring Brothers, pelo qual é rescindido o contrato da empreitada com a Companhia Central Peninsular CFP.

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    1856 - Inauguração oficial do Caminho-de-Ferro

    28 de Outubro de 1856 

    postal da Inauguração do caminho de ferro

    Caminho de ferro Lisboa – Carregado 
      
    Inauguração do caminho de ferro entre Lisboa e o Carregado a 28 de Outubro de 1856.

    pormenor de um documento

    Fiscalização 
      
    Joaquim Simões Margiochi é nomeado Fiscal do Governo para a linha férrea do Leste.

    Regulamento de Polícia 
       
    Aprovado o Regulamento de Polícia para os caminhos de ferro em Portugal.

    pormenor de um documento

    Transporte de Correio
     
      
    A partir de 29 de Outubro, a Inspecção-geral dos Correios e Postas do Reino passa a transportar as malas de correspondência  por comboio.

    pormenor de um documento

    Engenheiro Watier
     
      
    Nomeado o engenheiro Watier responsável da construção do caminho de ferro de Lisboa a Santarém.

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    Capítulo 2 - De 1857 a 1861

    Pormenor de um cartaz

    1857 – Dissolução da Companhia Central Peninsular
     
      
    Dissolução da Companhia Central Peninsular dos Caminhos-de-Ferro de Portugal, responsável pela construção dos primeiros quilómetros de linha-férrea em Portugal.

    Os trabalhos de construção do Caminho de Ferro de Lisboa à fronteira tinham sido suspensos em 5 de Setembro de 1855, devido a alegada falta de pagamento por parte da Companhia aos empreiteiros Waring Brohers & Shaw. O governo fica responsável pela continuação dos trabalhos.

    1858 – Início do serviço de mercadorias 
       
    Início do transporte de mercadorias em Pequena Velocidade, já que até então era um meio de transporte só para passageiros.

    1859 - Contrato para a construção da Linha do Leste 
      
    Assinatura do contrato entre o Governo português e D. José de Salamanca (na foto) para a continuação da construção e exploração do Caminho-de-Ferro do Leste e Norte.

    José de Salamanca e Mayol, fundador da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, nasceu em Málaga em 1811 e faleceu em Madrid em 1883.

    D. José de Salamanca


    Marquês de Salamanca, Conde de Llano e Grande de Espanha, ministro, advogado, banqueiro, industrial e homem de negócios internacionais, foi também responsável pela construção de caminhos de ferro em Espanha.

    Pormenor de um Cartaz

    1860 – Constituição da Companhia Real
     
      
    É publicado o decreto que declara a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses formalmente constituída, após a realização de 40 por cento do seu capital.

    Pode considerar-se como a 1ª antepassada da CP.



    1861–Inaugurados troços entre o Barreiro/Vendas Novas e Pinhal Novo/Setúbal 

    Inauguração da Linha do Sul entre o Barreiro e Vendas Novas e Pinhal Novo a Setúbal.

    Construída pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo (mais conhecida por Companhia dos Brasileiros, já que alguns dos seus principais accionistas eram antigos emigrantes do Brasil), cuja posição foi tomada pelo Estado.

    Pormenor de um cartaz

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    Capítulo 3 - De 1862 a 1867

    1862 – Aprovada a construção da estação de Santa Apolónia 

    Aprovado o projecto da futura Estação de Santa Apolónia, dos Caminhos de Ferro do Norte e Leste, na área entre a Praia dos Algarves e a rua direita do Cais dos Soldados.

    1863 – Conclusão da Linha do Leste 

    Conclusão da Linha do Leste: o comboio chega à fronteira (Badajoz), aguardando a ligação a Madrid, por Ciudad –Real.

    Chegada do primeiro comboio a Gaia, se bem que a ligação Lisboa-Porto só aconteça no ano seguinte por conclusão de um troço intermédio da linha.

    1864 – Estudo de outras linhas 

    Sousa Brandão estuda a ligação ferroviária entre Porto e Braga - foi coadjuvado por Pedro Inácio Lopes (na foto), futuro Director da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

     

    Engº Pedro Inácio Lopes

    Pormenor de uma Acção

    1864 – Acções da Companhia Real cotadas na Bolsa de Paris

    As acções da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses passam a ser cotadas na Bolsa de Paris, Sede do Comité de Paris, Órgão da Administração da Companhia Real.

    Estação de Lisboa Santa Apolónia

    1865 – Inauguração da Estação de Santa Apolónia (Cais dos Soldados)
     

    Inauguração da Estação de Lisboa Santa Apolónia com apenas o 1º. andar. Foi construída por Oppermann proprietário dos Annales de la Construction.

    1866 – Primeira Caixa de Providência dos Ferroviários 
       
    A primeira Caixa de Previdência dos Ferroviários - Caixa de Socorros, foi criada pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

    O capital era constituído pelo produto das multas ao pessoal, e a venda de passes aos trabalhadores da empresa.

    Mais tarde, Caixa de Socorros e Reformas, é financiada por quotizações, concedendo pensões de invalidez e sobrevivência e capitalizando para o futuro pagamento de pensões de reformas.

    1867 – Linhas do Minho e Douro 
       
    O Governo autoriza a construção das Linhas do Minho e Douro por conta do Estado.

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    Capítulo 4 - De 1868 a 1873

    Pormenor de um cartaz

    1868 - Regulamento de Polícia e Exploração de Caminhos de ferro
     
      
    É aprovado o Regulamento de Polícia e Exploração de Caminhos-de-ferro.

    1869 - Os caminhos de ferro ao Sul do Tejo passam para a posse do Estado 
      
    O Governo toma posse dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, após rescisão do contrato com a Companhia do Sueste, concessionária da construção da Linha de Vendas Novas a Évora e Beja e que igualmente tinha adquirido a Linha Barreiro Vendas Novas e Pinhal Novo a Setúbal.

    1870 - Organização da estatística ferroviária 
       
    Portaria mandando organizar os serviços de estatística do movimento dos Caminhos de Ferro Portugueses.

    A moderna estatística surge no Ministério das Obras Públicas Comércio e Indústria, tornando-se um instrumento de gestão e controlo das sociedades anónimas.

    1871 - Livros de Reclamação 
       
    Estabelece-se a existência de livros de reclamação nas estações do caminho de ferro Leste e Norte.

    Assinatura

    1872 - Engenharia Portuguesa
     
      
    O Eng. Pedro Inácio Lopes é nomeado responsável pelos estudos do traçado da 5ª secção da linha do Norte – atravessamento do Douro - para a conclusão da Linha do Norte e ligação com a rede do Minho e Douro.

    O Eng. Manuel Afonso de Espregueira (foto da sua assinatura), foi o primeiro português nomeado Director Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

    Pormenor de um quadro

    1873 - Caminho de Ferro Larmanjat
     
    Inauguração d' “O Larmanjat entre Lisboa e Sintra” – um caminho de ferro monocarril, sendo a via constituída pelo carril central, ladeado por duas passadeiras de madeira, estando todo o conjunto pregado a travessas por cavilhas de ferro. As locomotivas e as carruagens tinham rodas centrais, as quais rodavam pelo carril, e rodas laterais que rodavam pelas passadeiras.

    Esta foi uma experiência que veio a fracassar trinta anos após o seu arranque.

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    Capítulo 5 - De 1874 a 1879

    1874 - Plano Geral de Caminhos de Ferro 
      
    O primeiro Plano Geral de caminhos-de-ferro foi pedido à Junta Consultiva de Obras Públicas.
    Portaria comunicando à Companhia Real dos Caminhos de Ferro que a Estação Central do Porto (Campanhã) será construída por conta do Governo.
     
    Construção da ponte

    1875 - Inicio da circulação ferroviária a Norte do Douro 

    O primeiro comboio a norte do Douro entre Pinheiro-Campanhã e Braga.
    Início da construção da Ponte Eiffel sobre o  Douro, projecto de Seyrig da Casa Eiffel.
     
    1876 - Concurso para construção do Caminho de Ferro das Beiras e Algarve 
       
    Abertura de concurso para a construção das Linhas da Beira Alta, Beira Baixa e Algarve

    Pormenor de um cartaz

    1877 - Inauguração da Ponte sobre o Douro 
      
    Inauguração da Ponte Maria Pia sobre o Douro. Pela primeira vez é possível a ligação ferroviária entre Lisboa e Porto.

    1878 - Ramal de Cáceres 
       
    Início da construção do Ramal de Cáceres visando uma ligação a Madrid mais rápida, já que até aqui só existia a ligação por Badajoz.

    1879 - Atravessamento do Tejo 
       
    Primeiro projecto para uma Ponte sobre o Tejo, de Miguel Pais, para tráfegos rodoviário e ferroviário, entre Lisboa e o Montijo.

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    Capítulo 6 - De 1880 a 1885

    Pormenor de um cartaz

    1880-Inauguração do Ramal de Cáceres 
      
    Abertura à exploração pública do Ramal de Cáceres, possibilitando a exportação pelo porto de Lisboa dos fosfatos da região de Cáceres.

    Pormenor de um cartaz

    1881 - Inauguração da Linha de Valência de Alcântara a Madrid
     
      
    Abertura à exploração pública da Linha de Valência de Alcântara a Madrid.
    A ligação das duas capitais fazia-se desde 1866, através de Elvas – Badajoz.

    1882 – Inauguração oficial da Linha da Beira Alta

    A concessão da Linha da Beira Alta foi atribuída à Société Financiére de Paris, pelo contrato de 3.08.1878 (Pampilhosa à Fronteira e Ramal de Coimbra). Esta fundou uma sociedade anónima, a Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses da Beira Alta, cujos Estatutos foram aprovados pelo alvará de 08.01.1879.

    Em 03.09.1879 foi aprovado o novo contrato com a Companhia da Beira Alta, para construção e exploração do CF de Pampilhosa à Figueira da Foz.

    Pormenor de um cartaz


    Contrato entre o Governo e o “Sindicato Portuense” para a construção da linha-férrea de Salamanca a Barca d’Alva e Salamanca a Vilar Formoso.

    Pormenor de um cartaz

    1883 - Caminho de Ferro da Beira Baixa
     
      
    É adjudicada à Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construção e exploração da Linha da Beira Baixa e Linha do Oeste.
    São aprovados os Estatutos da Caixa de Socorros dos Caminhos-de-ferro do Sul e Sueste.

    1884 - Continuação da construção da rede ao sul do Tejo 
       
    Decreto determinando que se proceda por conta do Estado à conclusão e  exploração de toda a rede ferroviária do Caminho de ferro do Sul e Sueste.

    1885 - Ramal de Coimbra 
       
    Abertura à exploração pública do Ramal de Coimbra ( Coimbra B  e Coimbra A – cidade).

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    Capítulo 7 - De 1886 a 1891

    Ponte sobre o Minho

    1886 - 2ª. Ligação Internacional – Valença-Tuy
     
      
    Abertura à exploração pública do Ramal internacional entre Valença e a fronteira.

    A ligação internacional por Valença foi possível graças à construção da ponte sobre o rio Minho (na foto), projecto do arquitecto espanhol Pelaio Mancebo.

    Comboio Sud-Expresso

    1887 - Inauguração SUD Express Lisboa/Paris
     
      
    Inauguração do “Sud- Express”, comboio de luxo, com carruagens cama e restaurante, primeira ligação rápida entre Inglaterra, França, Espanha e Portugal.

    Julho de 1895, o “Sud-Express” passa a circular na Linha da Beira Alta. e em 1900, altera o percurso passando a circular por Salamanca, concluindo-se a ligação Salamanca – Portugal.

    Na foto pode ver-se uma composição do Sud Express com tracção diesel na linha da Beira Alta.

    Túnel do Rossio - Início da construção.

    A construção do túnel foi feita de empreitada por Duparchy & Bartissol; a fiscalização por parte da Companhia Real foi feita pelos engenheiros Xavier Cordeiro, Vasconcelos Porto e B. Chabriau.

    gravura da estação da Figueira da Foz

    1888 - Linha do Oeste – Lisboa - Figueira da Foz
     
      
    Conclusão com a abertura à exploração pública do troço entre Leiria e Figueira da Foz, (gravura da estação da Figueira da Foz).

    A construção foi atribuída a Henry Burnay & Cª mas, por contrato de 9 de Maio de 1883 foi trespassada para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses que iniciou a sua exploração em 1887.

    estação de Cascais

    1889 - Inauguração do "Ramal" de Cascais
     
      
    Abertura à exploração pública do troço entre Pedrouços e Cascais – início da exploração do Ramal de Cascais.

    Iniciado a partir de Pedrouços aguardando pelas obras da 1ª secção do porto de Lisboa, deveria alcançar a estação de Santa Apolónia e aí fazer a ligação com as Linhas do Norte e Leste, projecto que acabou por nunca ser concretizado.

    Estação do Rossio

    1890 - Inauguração da Estação do Rossio 
      
    Inauguração da Estação do Rossio, projecto do Arq. José Luís Monteiro inserido na corrente artística do “neomanuelino”.

    A construção foi da responsabilidade dos empreiteiros Duparchy & Bartissol.

    O conjunto da Estação circunscreve-se ao edifício de passageiros, túnel, cobertura metálica, plataformas desniveladas com a ligação ao Largo do Carmo para a praceta 1º Dezembro.

    1891 - Inauguração da Linha da Beira Baixa 
       
    Inauguração oficial da Linha da Beira Baixa, entre Abrantes e Covilhã, com a presença de D. Carlos e restante família real, acompanhados pelos administradores, o Director Geral, pessoal superior da Companhia Real dos Caminhos-de-ferro Portugueses e representantes da imprensa.

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    Capítulo 8 - De 1892 a 1897

    Pormenor de um documento

    1892 - Caminhos de Ferro do Estado
     
      
    É aprovada a lei orgânica dos Caminhos-de-ferro do Estado.

    Pormenor do ramal de Leixões

    1893 - Ramal de Leixões – Senhora da Hora – Leixões
     
      
    Abertura á exploração pública do Ramal de Leixões – Senhora da Hora e Leixões, construída a partir de parte da linha de transporte de pedra das Pedreiras de S. Gens para as obras de construção do porto de Leixões. Hoje o Metro do Porto utiliza este antigo traçado.

    Conclusão da Linha da Beira Baixa – abertura do troço entre a Covilhã e a Guarda.

    1894 - Greve nas Oficinas da Companhia Real
     
       
    Greve dos Operários das Oficinas Gerais da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, “motivada por uma ordem arbitrária e vexatória” (Jornal o Expresso nº. 4 de 10.02.1895).

    Pormenor de um quadro

    1895 - O comboio no Cais do Sodré 
      
    Conclusão da Linha de Cascais com a abertura à exploração pública do troço entre Cais do Sodré e Alcântara – Mar.

    Pormenor de um quadro

    1896 - Linha Urbana do Porto


    Inauguração da Linha Urbana do Porto – Campanhã e Porto/S. Bento.

    1897 - Contrato de Circulação de comboios – CR e CFE 
      
    Contrato entre a Companhia Real e os Caminhos de Ferro do Estado – Direcção do Minho e Douro, para a circulação dos comboios da Companhia Real entre o Porto -S. Bento (o primeiro comboio chegou em Novembro de 1896) e Porto-Campanhã.

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    Capítulo 9 - De 1898 a 1903

    Pormenor da Linha Férrea

    1898 - Plano de Caminhos de Ferro para o centro e sul
     
      
    Nomeação de comissões técnicas para estudarem e apresentarem um plano de viação acelerada para os Caminhos de Ferro para o norte do Mondego e o sul do Tejo.

    Estação do Ramal de Portimão

    1899 - Ramal de Portimão
     
      
    Inauguração do troço entre Tunes e Algoz – o ramal ficará concluído em 1922 – com a chegada do comboio a Lagos.

    Criação dos Caminhos de Ferro do Estado (Linhas do Minho e Douro e Sul e Sueste), com um Conselho de Administração em Lisboa.

    Texto: Regulamento de Sinais

    1900 - Novos sinais na Companhia Real 
      
    Introdução do sinal de cauda – disco vermelho colocado na face posterior do último veículo que indica se o comboio vai completo, para aumentar a segurança.

    É aprovado o Plano Geral das vias-férreas a construir a Norte do Mondego.

    1901 - Normalização do material circulante 
       
    Nomeação de uma Comissão para promover a uniformização de todo o material circulante das linhas férreas portuguesas para proporcionar a unificação das tarifas em todas as companhias ferroviárias.

    Regulamento Geral da Caixa de Aposentações e Socorros dos CF do Estado – publicação.

    Crianças na Escola

    1902 - Escola para filhos e empregados dos CF do Sul e Sueste
     
      
    Criação da Escola Maria Amélia, na estação de Casa Branca, na Linha do Sul, para filhos e empregados dos CF do Sul e Sueste.

    Decreto aprovando o Plano Geral da rede ferroviária ao Sul do Tejo.

    Pormenor de um quadro

    1903 - Linha da Régua à fronteira
     
      
    Decreto para a construção, por conta do Estado, da linha-férrea Régua-Barca d’Alva à fronteira.

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    Capítulo 10 - De 1904 a 1909

    Linha de Setil

    1904 - Ligação ferroviária directa do Norte com o Sul
     
      
    Abertura à exploração pública da Linha de Setil - Vendas Novas, o que permitiu a ligação directa da rede do Norte com a do Sul.

    1905 - Linhas do Alentejo 
       
    Conclusão da Linha de Évora – o comboio chega a Vila Viçosa.
    Conclusão da Linha do Sueste – o comboio chega a Mora.

    Estação da Lousã

    1906 - Cinquentenário da inauguração do Caminho de Ferro
     
      
    Comemoração do cinquentenário da Inauguração do Caminho de Ferro em Portugal.

    Linha do Sul - conclusão – o comboio chega a Vila Real de Santo António.
    Inauguração do Ramal de Lousã – Coimbra – Lousã.
    Inauguração da Linha do Corgo, entre a Régua e Vila Real.

    1907 - A Linha do Vale do Vouga 
       
    Linha do Vale do Vouga – início da construção pela “Compagnie Française pour la Construction et Explotation de Chemins de Fer à l’Étranger”.

    Estação da Linha de Cascais

    1908 - Linha de Cascais 
      
    A Companhia Real dos CFP arrenda a Linha de Cascais à Sociedade Estoril, com a condição de que o sistema de tracção passe a ser o eléctrico.

    Ramal do Montijo.- abertura à exploração pública.

    Linha do Vale do Vouga – entre Espinho e Oliveira de Azeméis foi inaugurada com a presença do Rei D. Manuel II.

    Estação da Livração

    1909 - Ramal de Montemor
     
      
    Ramal de Montemor - Abertura à exploração pública.
    Abertura da Linha do Tâmega, entre Livração e Amarante.

    União ferroviária - é fundada no Porto. Abre uma “agência” no Barreiro, para os ferroviários da rede do Sul e Sueste. Em 1910 abre outra em Lisboa para os ferroviários da Companhia Real dos CF Portugueses.

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    Capítulo 11 - De 1910 a 1915

    Sinalética

    1910 - Modernização da Sinalética
     
      
    Modernização da sinalética na estação do Rossio, para partidas e chegadas dos comboios de longo curso e suburbanos, facilitando o trabalho dos empregados da estação e a informação aos passageiros. Consistia na colocação de indicador com a origem/destino dos comboios nas paredes e um mostrador de relógio com a hora de chegada ou partida.

    Fausto Cardozo Figueiredo e Sidónio B. C. da Silva Pais são nomeados membros do Conselho de Administração da Companhia.
     
    Estação de Aveiro

    1911 - Ramal de Aveiro
     
     
    Abertura à exploração pública do Ramal que, partindo da estação de Aveiro, em Sernada, ligava à Linha do Vale do Vouga (Espinho-Viseu).

    1912 - Sindicalismo 

    Fundação do Sindicato do Pessoal dos CF Portugueses, com sede em Lisboa. Resultou da fusão da Associação dos Empregados dos CF Portugueses e da Associação do Pessoal dos CF Portugueses. Conhecido por Sindicato Ferroviário ou Sindicato da CP por representar os ferroviários.

    Estação de Penafiel

    1913 - Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa - Inauguração
     
      
    Construída pela Companhia Auxiliar de Construções Ferroviárias – em via métrica, utilizando o leito da estrada, cruzava a Linha do Douro em Novelas/Penafiel.

    1914 - Greve dos Ferroviários 
       
    Paralisação dos ferroviários da Companhia dos CF Portugueses provocada pela publicação do novo Regulamento de Caixa de Reformas e Pensões.

    Ferreira de Mesquita

    1915 – Administração
     
      
    Ferreira de Mesquita, na foto, é nomeado Director Geral da Companhia dos CF Portugueses, cargo que ocupa até 1933.

    Monção, como terminus da Linha do Minho, passou a ser servida por comboio.

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    Capítulo 12 - De 1916 a 1921

    Estação de Porto S.Bento

    1916 - Estação de Porto S. Bento 
      
    Inaugurada pela Direcção dos Caminhos de Ferro do Minho e Douro.
    Projecto de José Marques da Silva e decoração azulejar de Jorge Colaço.

    1917 - Invenções ferroviárias 
       
    Experiências de novas chaminés para as locomotiva - inventos dos Engenheiros Ventura da Silva e Ernesto Rocha, dos caminhos-de-ferro do Sul e Sueste, no Barreiro - fundamentais para evitar os incêndios provocados pelo consumo de lenha devido à escassez do carvão durante a I Guerra Mundial.

    Redução da circulação de comboios nas Linhas da CP, Sul e Sueste e Beira Alta devido à escassez de carvão.

    Rui Ennes Ulrich

    1918 - Administrador Delegado da CP em Lisboa
     
       
    Rui Ennes Ulrich, nomeado pelo Comité de Paris administrador-delegado da CP. Em 1933 passou a presidente honorário do Conselho de Administração.

    “vagão–fantasma”

    1919 - “Vagão–fantasma”
     
      
    Na sequência das greves dos ferroviários e sabotagem aos comboios como medida reivindicativa, o Governo determina a utilização do “vagão–fantasma”, um vagão aberto cheio de grevistas presos, utilizado à frente da locomotiva, para impedir a sabotagem da via férrea.

    1920 - Administração 
        
    O tenente-coronel Raul Esteves, comandante do Batalhão de Sapadores dos CF que liderou durante a sua participação na 1ª Grande Guerra Mundial e responsável pela introdução do vagão-fantasma, passa a fazer parte do Conselho de Administração dos CF do Sul.

    Oficinas Gerais do Barreiro

    1921 - Oficinas
     
        
    A Administração Geral dos CF Estado é autorizada a contratar a empresa William Beardmore & Cª Ltd. para o fornecimento dos materiais de construção para as novas Oficinas Gerais do Barreiro.

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    Capítulo 13 - De 1922 a 1927

    1922 - Associativismo   
      
    É fundada a Associação de Classe dos Funcionários de Viação Acelerada do Sul e Sueste, dirigida por Jerónimo de Paiva.

    Ficha de Funcionário de Cottinelli Telmo

    1923 - Cottinelli Telmo
     
      
    José Ângelo Cottinelli Telmo é contratado pela CP para a Divisão de Construção.

    Foi um dos dinamizadores do Boletim da CP, assinando diversos textos, capas, vinhetas e ilustrações. Desenhou cartazes publicitários e estudos para uniformes da CP. Distinguiu-se ainda como cineasta.

    1924 - Ramal Doca – Viana - inauguração 
       
    Abertura à exploração pública do troço entre Viana e a doca do porto de Viana do Castelo, no Ramal da Doca – Viana.

    ponte de Alcácer

    1925 - Ponte de Alcácer - inauguração

    Abertura à exploração pública da ponte de Alcácer, na Linha do Sado.

    carruagem

    1926 - Tracção Eléctrica  na Linha de Cascais

      
    Inauguração da electrificação da Linha de Cascais.

    Pormenor de uma publicação da época

    1927 - Caminhos de Ferro do Estado - arrendamento

    A CP passa a explorar as linhas do Minho e Douro e do Sul e Sueste e, por “falta de vocação” para a exploração das linhas de via estreita, sub-arrendou a linha do Tâmega à Companhia do Norte de Portugal, e as linhas do Corgo e do Sabor à Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro.
     

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    Capítulo 14 - De 1928 a 1933

    Estação do cais do Sodré

    1928 - Estação do Cais do Sodré – inauguração
     
      
    A nova estação – projecto de Pardal Monteiro deu uma nova imagem à estação terminus de uma região turística. Conclusão da modernização. Os seus estuques, mosaicos, a grande superfície de iluminação em ferro e vidro, frisos de pinturas geométricas coloridas e os azulejos especialmente desenhados para o revestimento das paredes interiores formam um importante legado nas artes decorativas nacionais.

    Pronto-socorro

    1929 - Serviços Sanitários das Empresas Ferroviárias
     
      
    Aprovação do Regulamento dos Serviços Sanitários das Empresas Ferroviárias que incluíam os Serviços de Assistência Clínica, de Pronto-socorro e Acidentes no Trabalho, de Higiene, Profilaxia e Desinfecção e, de Estatística Demográfica Sanitária.

    Troço entre Castro Verde - Almodôvar e Aljustrel, no Ramal de Aljustrel - Abertura à exploração pública.

    1930 - Plano Geral da Rede Ferroviária 
       
    Aprovação do Plano Geral da Rede Ferroviária.
    Assinatura do contrato de trespasse para a CP da exploração da Linha da Beira Alta.

     barco a vapor Évora

    1931 - Travessia do Tejo – aquisição de material 
      
    O Conselho de Administração da CP, aprova contrato com a empresa Fried Krupf A. G. Germaniawert, para aquisição do barco a vapor "Évora", para a travessia  Lisboa - Barreiro.

    Concorrência da camionagem - autorizada a construção de um apeadeiro provisório em Palhais - Setúbal, para combater esta concorrência.

    Pormenor da estação Chapa

    1932 - Linha do Tâmega - Conclusão 
       
    Troço entre Chapa e Celorico de Basto - Abertura à exploração pública.

    Alteração de Estatutos - a designação social da CP passa a «Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses - Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada».

    Eng. António de Almeida Vasconcelos Correia

    1933 - Automotoras 
      
    Constituição de uma Comissão de Engenheiros para estudar no estrangeiro, a utilização de automotoras nas linhas da Companhia.

    Novas Oficinas Gerais do CF do Sul e Sueste no Barreiro - Início dos trabalhos de construção.

    O Eng. António de Almeida Vasconcelos Correia é nomeado Presidente do Conselho de Administração da CP, (foto em cima).

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    Capítulo 15 - De 1934 a 1939

    1934 - Ateneu Ferroviário 
       
    Fundação do Ateneu Ferroviário - associação cultural ligada à CP, para formação  e desenvolvimento da instrução geral, profissional, artística e cultural.

    1935 - Sindicatos 
       
    Inaugurado no Barreiro, o Sindicato Nacional dos Ferroviários do Sul de Portugal.
    Inauguração do Sindicato Nacional dos Ferroviários Portugueses.

    Estação na Linha de Sines

    1936 - Linha de Sines - Conclusão
     
      
    Abertura à exploração pública de troço entre Santiago de Cacém e Sines.

    Suspensão do “Sud-Express” devido à guerra civil espanhola.

    Estação de Cabeço de Vide

    1937 - Linha de Portalegre
     
      
    Abertura à exploração pública do troço entre Sousel e Cabeço de Vide.

    Concessões ao pessoal operário ao serviço da Companhia: 12 dias de licença com vencimento/ano; Assistência médica; Assistência médica para suas esposas, filhas solteiras e filhos menores.

    Estação da Trindade - Porto

    1938 - Linhas da Póvoa/Guimarães
     
      
    Abertura à exploração pública do troço entre Bifurcação da Boavista e Porto-Trindade

    Linha do Sabor – Conclusão

    O comboio chega a Duas Igrejas-Miranda (Linha do Douro)

    Sud-Express

    1939 - Sud-Express
     
      
    Restabelecido o serviço "Sud-Express".

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    Capítulo 16 - De 1940 a 1945

    Sud-Express

    1940 - Flecha de Prata
     
      
    Viagem inaugural do “Flecha de Prata” (Budd), comboio rápido entre Lisboa e Porto.
    O “Sud-Express” é suspenso devido ao início da II Guerra Mundial.

    casa da colónia de férias

    1941 - Colónia de Férias 
      
    É inaugurada na Praia das Maçãs a colónia de férias para os filhos dos ferroviários, projecto do Arquitecto Cottinelli Telmo.

    1942 - Comboios – Bloco 
      
    Convénio entre as empresas ferroviárias portuguesas e a RENFE, regulando a circulação de comboios especiais de mercadorias (comboios-bloco), entre as estações portuguesas e a fronteira Hispano-Francesa de Hendaia - Irun, Canfrac e Cerbère - Port Bou.

    Inauguração do “Lusitânia – Expresso”

    1943 - Lusitânia – Expresso
     
     
    Inauguração do “Lusitânia – Expresso”, comboio de luxo composto por carruagens metálicas de 1ª e 2ª classe e carruagens cama, entre Lisboa Rossio e Madrid.

    Ramal do Estado Nacional

    1944 - Ramal do Estado Nacional
     
      
    Abertura à exploração pública do troço de caminho de ferro entre a estação da Cruz Quebrada, na Linha de Cascais, e o Estádio Nacional.

    1945 - Coordenação dos Transportes Terrestres 
       
    Publicação da Lei 2008 que determina o plano de substituição de todas as concessões de linhas férreas de via larga e estreita por uma concessão única.

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    Capítulo 17 - De 1946 a 1951

    pormenor de um cartaz

    1946 - Concentração da exploração ferroviária
     
      
    Escritura da transferência da concessão das Companhias da Beira Alta, Nacional e do Vale do Vouga para a CP.

    1947 - A rede ferroviária nacional 
      
    Início da exploração conjunta da rede de via larga e estreita sob a responsabilidade da CP, com excepção da Linha de Cascais - arrendada até 1976.

    chegada das automotoras a Lisboa

    1948 - Cantina de Santa Apolónia - Inauguração 
      
    Inauguração da cantina dos Ferroviários em Santa Apolónia.
    Conclui-se o Ramal entre Estremoz e Portalegre.

    Chegam a Lisboa quatro automotoras fabricadas por Nohab (Suécia), equipadas com motores Scania Vabis e transmissão hidráulica.

    Estação Arco de Baúlhe

    1949 - Manutenção diesel-elétrica em Gaia
     
      
    A CP decide instalar um posto de recolha e conservação de locomotivas diesel-eléctricas em Gaia.

    Conclusão da Linha do Tâmega.

    O comboio chega a Arco de Baúlhe.

    estação de Campolide

    1950 - Cocheiras adaptadas ao material diesel 
      
    Execução de obras de adaptação da cocheira da estação de Campolide para recolha de automotoras e locomotivas Diesel.

    São aprovadas obras na cocheira de máquinas de Lagos – exemplar único no país - para apoiar o serviço de automotoras no Algarve.

    1951 - Novos estatutos da CP 
       
    Publicação dos Estatutos da Empresa resultantes do novo pacto social resultante da Concessão Única.

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    Capítulo 18 - De 1952 a 1957

    Rede Unificada Portuguesa

    1952 - Plano da Rede Unificada Portuguesa
     
      
    A CP apresenta o Plano da Rede Unificada Portuguesa.

    comboio “foguete”

    1953 - Comboio “Foguete” – viagem inaugural
     
      
    Viagem inaugural do comboio “foguete” (material FIAT) entre Lisboa e o Porto.

    É adjudicada à firma alemã Fried Krupp Stahlban Rheinhausen a renovação das pontes metálicas da Beira Alta.

    Dois comboios a vapor

    1954 - Electrificação
      
      
    Suspensão da circulação de comboios no túnel do Rossio, durante cerca de 3 meses, devido às obras necessárias para a electrificação (rebaixamento do túnel, e impermeabilização da abóbada).

    Aprovados os Cadernos de Encargos para a 1ª fase da electrificação da rede.

    1955 - Electrificação - adjudicações 

    O fornecimento de locomotivas, UTE, subestações e sinalização, necessários à electrificação da Linha do Norte até ao Entroncamento e da Linha de Sintra são adjudicados ao Groupement d`Étude et Electrification des Chemins de Fer en Monophasé 50 Hz

    Comemorações do Centenário do CF

    1956 - Comemorações do Centenário do CF
     
        
    Inauguração oficial da tracção eléctrica da linha de Sintra e do troço entre Lisboa e o Carregado.

    1957 - Prémios de produção 
       
    É autorizado o restabelecimento dos prémios de produção de trabalho e de serviço de turno, ao pessoal das Oficinas.

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    Capítulo 19 - De 1958 a 1963

    1958 - “semana – inglesa” nas Oficinas 
       
    Adopção do regime de "semana-inglesa", para o pessoal das Oficinas, mantendo-se contudo, as 48 horas de trabalho semanal.

    Barco no rio Tejo

    1959 - Material para a travessia do Tejo
     
      
    Adjudicado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o fornecimento de 2 barcos para o serviço fluvial Lisboa-Barreiro.

    estação de Santa Apolónia - interior

    1960 - Estação de Santa Apolónia 
       
    Introduzidos  melhoramentos na estação de Santa Apolónia com a abertura de uma passagem subterrânea para o atravessamento das linhas interiores da estação.

    Assinatura entre a CP e os Sindicatos

    1961 - Acordo Colectivo de trabalho
     
     
    Assinatura entre a CP e os Sindicatos Nacionais Ferroviários do A.C.T.

    1962 - Linha Férrea Senhora da Hora - Matosinhos 
       
    Supressão da Linha Férrea Senhora da Hora - Matosinhos.

    1963 - Novo apeadeiro na Linha do Norte 
         
    Autorizada a construção de um apeadeiro, entre o Carregado e a Azambuja, para servir os operários da "General Motors", e da Ford "Lusitana".

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    Capítulo 20 - De 1964 a 1969

    1964 - Electrificação 
       
    Inauguração da electrificação no troço Coimbra - Pampilhosa.

    1965 - Santa Apolónia – centenário 

    A estação de Santa Apolónia comemora o centenário da sua inauguração.

    1966 - Reorganização da CP 
        
    São criadas regiões na estrutura da Empresa: a região Norte, com sede em Porto-Campanhã; a Região Centro, com sede em Lisboa; e a Região Sul, com sede no Barreiro.

    comboio Lisboa – Expresso

    1967 - Serviço Internacional
     
      
    Inaugurado o comboio Lisboa – Expresso ( TER) entre Lisboa e Madrid.

    Assinatura do contrato

    1968 - Plano de Modernização
     
      
    Assinatura do contrato entre o Ministério das Comunicações e a Sofrerail para a apresentação de um plano de modernização dos C.F. Portugueses.

    Contrato para a Renovação Integral da Via.

    Carruagem

    1969 - Ramal do Seixal
     
      
    Desclassificação do ramal do Seixal.

    Fim do vapor na tracção da via larga entre Douro e Tejo.

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    Capítulo 21 - De 1970 a 1975

    barco “Alentejo”

    1970 - O barco “Alentejo”
     
      
    Entrada ao serviço do novo barco “Alentejo” para a travessia Lisboa – Barreiro, construído nos estaleiros de navais de Viana do Castelo.

    1971 - Nós Ferroviários

    Assinatura do contrato entre a C.P. e a Sofrerail, para a elaboração dos projectos das principais instalações dos Nós Ferroviários de Lisboa e Porto.

    Estação Porto S.Bento

    1971 - Estação de Porto S. Bento
     
        
    Encerramento da Estação Porto S. Bento ao tráfego de mercadorias.

    1973 - Novo contrato de Concessão 
       
    O Ministério das Comunicações é autorizado a estipular novo contrato de Concessão com a C.P. (Dec.-Lei nº. 104.173).

    Estação de Sintra

    1974 - Linha de Sintra
     
      
    É autorizada a vinda a Portugal do comboio «Speno» para correcção do desgaste ondulatório dos carris na Linha de Sintra.

    1975 - Nacionalização da CP 
       
    Nacionalização da CP (Dec. lei nº. 205-B/75)

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    Capítulo 22 - De 1976 a 1981

    Estação de Cascais

    1976 - Linha de Cascais
     
      
    Fim do contrato de arrendamento e exploração da Linha de Cascais, pela Sociedade Estoril

    1977 - Novos estatutos 
       
    São aprovados os novos Estatutos da Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses, SARL que passa a denominar-se Caminhos-de-ferro Portugueses, EP.

    É lançado o sistema de classe única para as linhas de Cascais, Sintra, Barreiro – Praias Sado.

    Adesão ao sistema de “passe Social” nas linhas suburbanas e na via fluvial na área da Grande Lisboa.

    1978 - “Cidade – Invicta” e “Sete – Colinas” 
       
    Duas novas circulações rápidas para a Linha do Norte – “Cidade Invicta” e “Sete Colinas” que permitiram o percurso em 3.30h.

    Contabilidade Analítica

    1979 - Contabilidade Analítica
     
      
    Desenvolvimento dos trabalhos do “Grupo  de Contabilidade Analítica” cuja função se vem a implementar no inicio do ano seguinte.

    1980 - Situação da Companhia 
       
    Os Ministros das Finanças e dos Transportes nomeiam um grupo de Trabalho para a avaliação da situação  económica da CP.

    oficina de vapor

    1981 - Oficinas 
     
    Remodelação das oficinas de vagões e da antiga oficina de vapor no Entroncamento.

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    Capítulo 23 - De 1982 a 1993

    1982 – Paralisações 
      
    Greves no sector dos transportes

    1983 - Saneamento Económico 
       
    Decreto-lei nº 63/83, aprova as medidas necessárias ao saneamento económico-financeiro da CP.
    Electrificação do troço Coimbra B e Coimbra Cidade.

    1984 - Travessia Ferroviária na ponte 25 de Abril 
       
    Despacho nº 112 – determina a constituição de uma comissão, integrando um representante da CP, encarregado de elaborar um estudo sobre a possibilidade de utilização do tabuleiro inferior da Ponte 25 de Abril.

    Assinatura do Contrato

    1985 - Contrato – Programa
     
       
    Assinatura do Contrato – Programa entre o Estado e a CP.

    linha férrea

    1986 – Sinalização 
        
    Contrato entre a CP, a Sistel, e a Authom para o estabelecimento de um sistema de comunicação rádio solo nos comboios da linha de Sintra.

    Lançamento do projecto Convel, controlo automático de velocidade, a adoptar nas linhas portuguesas.

    novas carruagens Corail

    1987 - Inauguração do Serviço Alfa
      
      
    A CP passa a integrar a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP).

    Inicio do serviço Alfa entre Lisboa e o Porto com as novas carruagens Corail.

    1988 - Plano de Modernização dos CF 
      
    O Governo aprova o Plano de Modernização dos Caminhos-de-ferro (1988-94).

    Inicio do serviço Intercidades.

    Suspensos os serviços ferroviários na Linha do Sabor, na Linha do Vouga entre Santa Comba Dão e Viseu e no troço da Linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva.

    1989 - Encerramento de Linhas 
       
    Suspenso o tráfego na Linha do Sabor, Linha do Dão e troço Guimarães – Fafe, Ramal do Montijo, Ramal de Montemor e troço Pocinho – Barca de Alva na Linha do Douro.

    Unidades Quádruplas Eléctricas

    1990 - Aquisição de Material Circulante
     
      
    Assinatura do contrato de aquisição de 42 UQE (Unidades Quádruplas Eléctricas) destinadas ao serviço suburbano da Linha de Sintra.

    Desactivação da Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe.

    Conclusão da renovação integral da via na Linha do Oeste.

    Início do serviço  Intercidades entre Barreiro-Beja/Évora.

    Ponte S. João

    1991 - Ponte S. João – inauguração
     
      
    É inaugurada a nova travessia do Douro (Ponte S. João, projecto do Prof. Edgar Cardoso).

    Criação da empresa  TEX – Transporte de Volumes Expresso, Ld.ª .

    O Governo aprova o Plano de Modernização da Linha do Norte.

    Início do serviço “Inter-Regional” no Algarve, ligando Vila Real de Santo António a Lagos.

    1992 - EMEF 
         
    Inicio do serviço de fim-de-semana Algarve/Porto/Algarve, denominado “Comboio Azul”

    Abertura á exploração pública do novo apeadeiro “Lisboa – 5 de Outubro”.

    Entrada ao serviço das PN’s automáticas a energia solar, no Alentejo.

    Inauguração do ramal de acesso às minas de Neves Corvo.

    Criação da EMEF e da FERNAVE.

    1993 - Transibérico – inauguração 
       
    Inicio da exploração do Transibérico – ligação de mercadorias entre Leixões/Lisboa/Barcelona.

    Entrada ao serviço do Sistema de Controlo Automático de Velocidade de Comboios.Linha de Sintra – sinalização, bem como o CONVEL, nas Linhas de Sintra e de Cintura.

    A exploração fluvial no Tejo passou para a empresa Soflusa, do universo empresarial da CP.

    Abertura à exploração pública do Ramal do Louriçal, na Linha do Oeste.

    Abertura à exploração da interface CP/Metropolitano de Lisboa em Entrecampos.

     

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    Capítulo 24 - De 1994 a 2006

    1994 – EMEF 
       
    Transferência para a EMEF das Divisões de Manutenção da CP.

    Lusitânia Comboio Hotel

    1995 - Lusitânia Comboio Hotel
     
      
    Início da exploração do Lusitânia Comboio Hotel, com a ligação Madrid a Lisboa, em substituição dos comboios Talgo e Lusitânia Expresso.

    Inauguração da tracção eléctrica no Ramal do Pego.

    Abertura à exploração pública do terminal rodo-ferro-fluvial do Barreiro.

    Abertura à exploração pública da via dupla entre Ermesinde e Valongo – início da duplicação da linha do Douro.

    1996 - Modernização da Linha da Beira Alta 
     
    Entrada ao serviço dos Sistemas de Sinalização Automática e de Telecomunicações entre Pampilhosa e Vilar Formoso.

    O “Comboio azul” viu o seu serviço complementado com o transporte de automóveis.

    1997 – REFER 
       
    Decreto lei n.º104/97 institui a criação da Empresa Responsável pelas gestão das infra-estruturas ferroviárias – Rede Ferroviária Nacional - REFER, EP.

    Logótipo do INTF

    1998 - INTF 
      
    Inauguração da Gare Intermodal de Lisboa –GIL (Estação do Oriente).

    É criado o Instituto Nacional de Transporte Ferroviário – INTF (Dec. Lei nº 299-B), com funções de Regulação, Supervisão e Desenvolvimento do sector ferroviário.

    Electrificação do Ramal de Leixões.

    Ponte 25 de Abril

    1999 - Alfa – Pendular 
     
    Viagem inaugural entre Porto e Lisboa do comboio Alfa-Pendular.

    Inauguração da travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, entre a estação do Oriente e o Fogueteiro, sendo a empresa concessionária a Fertagus.

    Entrada ao serviço no suburbano de Azambuja as UQE’s, material circulante de dois pisos.

    Unidades Quádruplas Eléctricas – 3500

    2000 – UQEs
     
      
    As Linha de Sintra e Azambuja passam a estar ligadas por comboios “Doubledeck” – Unidades Quádruplas Eléctricas – 3500.

    2001 – Vila Franca Xira/Alcântara Terra ligadas por Doubledeck   
      
    Inicio da ligação entre Vila Franca de Xira e Alcântara Terra, com comboios de dois pisos.

    2002 - Intercidades 
       
    Inicio do serviço Intercidades Lisboa – Leiria.

    Encerramento da Linha da Póvoa de Varzim.

    Inauguração da nova estação da Guarda.

    Entrada em funcionamento da estação Roma/Arieiro.

    2003 - Ligação Lisboa – Faro 
        
    Inauguração do serviço directo de Faro para Lisboa – Oriente.

    novo serviço Braga – Porto

    2004 - Modernização da rede ferroviária
     
      
    Reabertura da Linha de Guimarães após obras de modernização e electrificação.

    Inauguração do novo serviço Braga – Porto após obras de modernização e electrificação.

    Inicio do serviço Alfa Pendular entre Braga e Faro, o designado “ Eixo Atlântico”.

    Encerramento do Túnel do Rossio, para obras de conservação.

    2005 - Linha da Beira Baixa - electrificação 
       
    Inauguração das obras de electrificação da linha da Beira Baixa (Mouriscas e Castelo Branco).

    É encerrada a Bombardier (antiga Sorefame) na Amadora.

    2006 - Comemoração dos 150 anos do CF 
      
    O Caminho-de-ferro comemora um conjunto de iniciativas os seus 150 anos.


     

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