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Estação de Cais do Sodré |

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Há vários séculos, que no Cais do Sodré todas as culturas atracam. Desde sempre um local estratégico na cidade de Lisboa, ou não tivesse como vizinho o Rio Tejo.
Na época dos Descobrimentos, a Ribeira das Naus, hoje Cais do Sodré, era o terreiro onde se localizavam tradicionalmente os estaleiros de construção dos navios que se aventuravam por marés nunca antes navegados na época dos Descobrimentos. Aquele foi durante muitos anos o coração da cidade. Hoje o Cais do Sodré continua a ser um local de grande agitação.
À saída da estação, terminal da linha de Cascais, podemos ver a Praça da Ribeira, uma mescla incomparável de cores, sons e odores. Esta zona é também muito característica pelos bares, nem sempre bem frequentados, mas típicos de uma zona que outrora recebia os marinheiros.
Subindo a Rua do Alecrim vamos dar ao Largo Camões, depois Chiado, Bairro Alto... A Lisboa das igrejas, dos cafés das tertúlias, das ruas sem carros e tão típicas.
LISBOA Cidade capital desde 1255, Lisboa foi fundada pelos Fenícios, embora a lenda atribua o seu nascimento a Ulisses, o grande herói grego. Banhada pelo Tejo, é conhecida por Cidade Branca, devido à sua luminosidade, ou por Cidade das Setes Colinas, graças ao relevo acidentado que a caracteriza. Urbe desenvolvida e cosmopolita, preserva o pitoresco dos bairros populares.
Tem por esse motivo atraído pintores, escritores e fotógrafos, não deixando de encantar os seus habitantes, que, a cada dia que passa, descobrem um novo detalhe a admirar. As suas ruas sinuosas, a percorrer a pé ou de eléctrico, abrem-se para o rio, deixando entrever riquíssimos elementos do passado como, por exemplo, o Castelo de S. Jorge, o Panteão Nacional, a Basílica da Estrela ou o Mosteiro dos Jerónimos. Aliás, a própria cidade, com o seu casario antigo caiado ou revestido a azulejos, a par dos mais recentes arranha-céus, pode ser considerada um verdadeiro monumento, cuja vida se confunde com a história de Portugal.
Se, por um lado, preserva relíquias medievais como as muralhas de Cerca Moura, por outro viu serem edificadas recentemente zonas de grande interesse. É disto exemplo o Parque das Nações, onde se realizou a Expo 98, que, junto ao rio, dispõe de belos jardins e edifícios.
Cidade charneira entre o Norte europeu e o sul mediterrânico, foi praticamente reconstruída após o devastador terramoto de 1755, acrescentando, ao urbanismo irregular dos então bairros antigos, novos espaços de traçado regular, na zona da Baixa. Destacam-se nessa área, pela sua beleza e grandiosidade, as praças do Rossio e do Comércio. Boémia e animada, a capital vive 24 horas por dia.
As noites infindáveis têm início nos cafés do Chiado, bairro evocativo do charme burguês da Lisboa do séc. XIX, ou nos seus numerosos restaurantes, teatros e cinemas. Prolonga-se depois por Alfama e Bairro Alto, onde ainda soam as saudosas vozes do Fado, e pelos bares das Docas, à beira do rio.
De entre as festividades, destacam-se os Santos Populares, durante o mês de Junho, em especial as comemorações da noite de 12 para 13, em honra a Santo António, o patrono da cidade. Os bairros históricos enchem-se de arraiais e populares que aí se deslocam para se deliciarem com as primeiras sardinhas da época, enquanto as marchas populares percorrem toda a Avenida da Liberdade, na que é uma das noites mais divertidas do ano.
De resto, Lisboa exibe uma vida cultural cada vez mais pujante, assente não só no equipamento privilegiado de que dispõe, nomeadamente a Culturgest, a Gulbenkian, o Centro Cultural de Belém, o Pavilhão Atlântico ou o clássico Coliseu, como na criatividade dos artistas que acolhe.
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